16/01/2023

Educação

Educação, está na hora de "pôr os pingos nos is", logo no início do ano. - Prof. Múcio Morais

O Ano letivo começando, um tempo movimentado, encontros pedagógicos, seminários, colóquios, redirecionamentos, avaliação dos últimos resultados, novos objetivos e metas. Tudo caminhando para um ano de sucesso, exceto por alguns pequenos detalhes deixamos de fora neste momento, alguns dos principais atores da roda da educação, são exatamente aqueles que tem pelo menos a metade da responsabilidade e participação no sucesso, estou falando de PAIS E ALUNOS!

Embora tenhamos um ótimo planejamento, faze-lo sem a presença dos Pais e alunos é o mesmo que ensaiar a metade do elenco de uma peça e querer que na apresentação tudo saia perfeitamente conforme o roteiro, isso não vai acontecer. Mas é assim que fazemos a cada ano letivo.

Consequentemente, os velhos problemas irão aparecer, as questões mal resolvidas estarão de novo atormentando professores e gestores, medidas velhas e novas na disciplina e resolução de problemas estarão pairando sobre as cabeças pensantes da escola, e, sabe o motivo?

É que não temos protocolos tratados logo no início do ano, não colocamos os “pingos nos is” definindo com clareza o papel de cada ator na educação e nos limitamos ao corpo técnico da escola, mas convenhamos, os maiores problemas não estão no corpo técnico, mas nos “clientes em geral” são eles que não se preparam adequadamente, não têm uma visão completa do seu papel, chegam com retalhos de conhecimento, culturas distorcidas de outras escolas, comportamentos estabelecidos e aceitos no passado, abdicam das responsabilidades na aprendizagem, desconhecem os inúmeros benefícios de suas ações na educação formal dos filhos, "Geralmente os Pais nos enviam passarinhos sem asas e querem que os ensinemos a voar." (Múcio Morais).

Pais precisam escutar e discutir seu papel, suas responsabilidades pedagógicas, educacionais, comportamentais, e, entender que o maior agente de educação é a família, quando esta funciona geralmente temos um  ótimo aluno, motivado por valores e crenças saudáveis, disciplinado, com foco, estável e com um estado de espírito adequado para aprender.

Sem esta interferência da família, temos um aluno exatamente ao contrário do ideal, desmotivado por falta de valores e crenças ou por distorções nessa área como resultado da indiferença familiar, indisciplinado e sem noção de dever, sem foco e instável emocionalmente, uma escola com um percentual médio de alunos nessa condição, forma um ambiente muito complexo para se ensinar.

E os alunos? Precisam de um protocolo?

Obviamente que sim, também precisamos tratar com os alunos, dar a eles um norte, muitos alunos passam anos perdidos na escola com uma vida estudantil medíocre ou mesmo aparentemente bem sucedida, porém com as razões erradas. 

Eles precisam saber o que se espera deles, ter uma identidade escolar, entender a diferença entre aluno e estudante e os momentos que terão que desempenhar cada papel, muitos não sabem como aprender, desconhecem as técnicas mínimas de aprendizagem e fixação de conteúdos, passam um verdadeiro sufoco. 

Nossos alunos também precisam saber sobre comportamento, o valor do outro, autoridade, generosidade, nobreza, enfim, alunos sem um norte educacional formam um ambiente de múltiplos comportamentos e costumam interferir negativamente no clima organizacional da escola.

Mas, voltando ao tema, é preciso lidar com estes problemas recorrentes na educação a cada início de ano letivo e ao longo deste manter um processo que lembre Pais e Alunos de suas atribuições, eu sugiro um manual a ser entregue na matrícula com um capítulo destinado a cada ator deste processo. 

E ainda, todos deveriam assinar um compromisso, claro que de maneira informal, mas sim, deveríamos lidar a cada início de ano com estas questões e deixar bem claro o que será cobrado e esperado. Obviamente ao longo do ano precisamos ter momentos para relembrar a todas as partes e ter a ousadia de ressignificar as competências socioemocionais. 

Que este artigo levante a questão e estabeleça uma nova cultura no processo de educação de seu município ou escola. Pode ter uma certeza, tudo que é combinado não é caro, e, quando não combinamos, em especial na educação, todos pagam um alto preço.

Estou aguardando seu convite para contribuir em seu projeto de educação!

Múcio Morais

PALESTRAS E WORKSHOPS PARA EDUCAÇÃO;

Conheça o "Programa Ressignificando as Competências Socioemocionais"; Aplicável em escolas (individualmente) e municípios (Como um Projeto de Educação); 

06/01/2023

O PODER DESTRUTIVO DAS FALSAS EXPECTATIVAS NAS EMPRESAS; (PALESTRA) MÚCIO MORAIS

                                           

Criar expectativas nas pessoas, especialmente nas empresas, tem sido uma metodologia cansada pelo uso, quem nunca trabalhou em empresas que "prometiam" crescimento, promoção, enriquecimento, desenvolvimento profissional, enfim, e nada disso acontecia? 

Hoje temos algo parecido quando estipulamos metas sem a metodologia adequada, exatamente, no geral este tipo de metas são causadoras de angústias, são irreais e meras expectativas, porém, a equipe não tem controle sobre o mercado e suas variantes, parece que somos autossuficientes para realizarmos aquilo que queremos, e não somos.  

Qualquer movimento empresarial que provoque expectativas precisa ser calculado com cuidado, não é algo intuitivo, a poucos dias vi uma gerência estipular metas com base na intuição de um diretor, imagine isso, toda uma força de trabalho dirigida por uma "intuição", decepção na certa. 

Expectativas dentro das organizações tem necessariamente que trazer uma boa dose de realidade, solidez e até mesmo sinais presentes de que serão atendidas. Não se trata processos empresariais como se fosse uma festa de casamento. 

Enfim, cuidado com esta armadilha; Sucesso a todos!

Múcio Morais
PALESTRANTE MOTIVACIONAL

26/12/2022

Aquela espiritualidade do dia a dia - Múcio Morais (E-Book / Palestra / Workshop Comportamental)

              
Contrate a Palestra: Espiritualidade no dia a dia! (👀Não é religião) 

Tenho observado um comportamento perigoso nas relações interpessoais, se for uma forma de evolução pela involução se torna preocupante porque os pontos mais frágeis da existência humana ficarão pouco a pouco expostos e desprezados.

Falo da espiritualidade comum, aquela que separa os sábios dos tolos na vida cotidiana,  nem quero tratar dos grandes espiritualistas e mestres nessa área, que aliás são pouquíssimos, mas daquela espiritualidade do dia a dia que as pessoas traziam consigo, frutos de maturidade, alguma reflexão, uma atitude de humildade junto a uma série de convicções sobre a brevidade da vida, a necessidade de estender a mão ao necessitado, seja ele quem for, o dever sem cobrança de fazer o bem, servir, ser respeitoso, educado, honesto, sujeito aos mais velhos, aquele sorriso gratuito, aquele pedido de desculpas, a lágrima emocionada de pequenas reações a situações sensíveis, o arrepio, a expressão de euforia, estas coisas faziam parte do cotidiano, era uma espiritualidade esperada, comum aos humanos, desvinculada de religião, com forte doutrinamento filosófico popular, tradicional, era simplesmente a maneira “certa” de viver.

Não vejo mais isso com frequência, tenho procurado nas pessoas e as vezes em mim mesmo, percebo que de alguma forma conseguimos finalmente o início da destruição humana à partir do seu centro de vida, o coração, a alma, pode parecer drástico, mas temo pelos próximos anos, que tipo de sociedade teremos, como serão as relações entre as pessoas, haverá romantismo, paixão, teremos mesmo sensibilidade, vamos chorar ao escutar uma música bonita? Ou ao ver uma criança com fome? Teremos a sensibilidade de nos desculparmos pelos nossos erros, vamos querer sorrir, voltar para dar um beijo em meio a uma pressa que nunca acaba?

Parece-me que a espiritualidade comum vai se tornando incomum, rara e extraordinária a cada dia! Múcio Morais

Pense sobre isso; Que tipo de ser humano você é ou pretende ser? Saiba de uma realidade: Sem esta espiritualidade comum sua vida perderá quase toda a graça e algum dia, em breve, você se perguntará: Que vida é essa? Se é que já não está se perguntando. E aí você terá uma de duas atitudes possíveis, (1) Começar imediatamente a buscar, explorar,  pesquisar e estudar para achar a resposta ou (2) sucumbir às suas emoções e se tornar uma pessoa vazia, amarga, orgulhosa e sem esperança.

Em um passado não distante eu meus amigos tínhamos como influenciadores nossos Pais, tios, avós, pessoas mais velhas que se relacionavam com a família, de maneira bem forte os nossos professores e aqueles que lidavam conosco na escola, enfim, era gente de boa experiência e me permitam, expertise de vida, recebíamos pensamentos e práticas consistentes, maduras, bem fundamentadas, e agora? Quem são os influenciadores? Quem diz a juventude o que fazer? Em que acreditar? Qual caminho a seguir? Hoje estamos sob a batuta dos "influenciadores digitais" na verdade um bando de idiotas que mal sabem administrar a própria vida, pessoas mentalmente confusas, sem valores, escravas das futilidades e com sabedoria e inteligências rasas, é por este modelo que estamos trocando a formação em todos os aspectos de nossa sociedade. 

O apreço à futilidades começa pela preguiça de pensar! Múcio Morais

É quase desnecessário dizer que a preguiça mental e emocional a qual vive a presente geração também é um grande entrave às experiências da busca da espiritualidade, a síndrome do cansaço permanente tem dominado as pessoas e o descanso parece a única resposta para esta geração cansada, exausta, sem inspiração, sem vontade, sem iniciativas nobres, mas, que querem respostas, uma geração que não sabe perguntar mas querem respostas, sem buscas, exceto no google. 

A espiritualidade comum, mínima, está se esvaindo, e, sem um estado de espírito adequado não vai simplesmente brotar nas pessoas. Quer um conselho? Levante-se e corra atrás antes que sua própria desventura te amarre e sufoque. Procure pelos valores esquecidos, princípios, hábitos e costumes abandonados ou considerados piegas, ultrapassados, reveja palavras banidas pelo excesso ou pela conveniência, eis aí algumas: Respeito, Autoridade, Obediência, Reverência, Educação, Consideração, Consciência, Atitude, Dedicação, Disciplina, Benevolência, Misericórdia, Compaixão, Fidelidade, Companheirismo, Altruísmo, Voluntariado, Carinho, Ternura, Amor, Paixão...

Comece nesse sentido sua busca, incorporando às suas atitudes no dia a dia cada aprendizado, a espiritualidade é a maior armadura de defesa contra os falso valores, acredite, vale a pena ter espiritualidade na vida. Esta, que estou apresentando, é a comum, se ao incorporá-la você perceber que existe um outro nível de espiritualidade e busca, estará no caminho certo, mas isso é outra conversa. 

"Qualquer ser humano que não identifique em si uma busca que transcende o comum está irremediavelmente descendo por um abismo cujo final é uma incógnita". Múcio Morais 

"Viver sem a prática da espirtualidade é simplesmente fazer parte do acrvo físico desta grande galeria chamada Terra". Múcio Morais

Esteja em paz com o processo e aprecie a oportunidade de ser melhor todos os dias.

Boa busca a todos!

Múcio Morais

Contrate a Palestra: Espiritualidade no dia a dia! (👀Não é religião)                                      

22/12/2022

Na verdade todos somos tão bons quanto qualquer um. - Múcio Morais

 Na verdade todos somos tão bons quanto qualquer um

Não existem pessoas melhores que outras, na verdade todos somos tão bons quanto qualquer um, alguns obviamente fazem questão de serem ruins, quer por opção ou pura ignorância das possibilidades, mas no sentido temporal somos mesmo iguais.

Nenhum sonho ou projeto é melhor que o outro, todos são tão bons quanto o outro, alguns obviamente atingirão mais gente, mudando vidas, trazendo transformações, mas cada um tem seu universo, seu potencial, seus limites mentais, emocionais e até mesmo espirituais, e, ao final todo sonho é quase igual.

Toda atividade tem significado, nenhum trabalho pode ser considerado melhor que o outro, todas as atividades são tão boas quanto as outras, a diferença é quanto de si mesmo, quanto de coração, quanto de alma é colocado, isso é o que faz a diferença, nesse momento a igualdade é colocada em xeque, o significado de nossas atividades difere pelo ingrediente humano.

O minuto seguinte é exatamente igual, o minuto de um é tão bom quanto o minuto do outro, ele vem com 60 segundos exatos, vividos no mesmo momento que o de todos os outros seres viventes, com qualquer etnia ou atividade, Brancos, Negros, Índios, Professores, Reis, Catadores de Latinha, Rainhas, Presidentes, Artistas, Cientistas, Médicos, Mendigos, Advogados, Pedreiros, Carpinteiros, Estivadores, Vendedores, Faxineiros, Construtores, Empresários, Esportistas, enfim, o minuto presente é o mesmo, sua diferença é como ele será vivido, isso dá a cor e o valor ao minuto passado, os minutos de Freud, Einstein, Madre Tereza de Calcutá, Betinho, Francisco de Assis, certamente foram bem vividos, o minuto é o mesmo, ninguém pode se vangloriar, "meu minuto é maior que o seu", só escolher. Mas até que cesse a estrada terrena, temos este mesmo minuto e uma escolha a fazer. 

E, o que esta igualdade poderia nos ensinar? Arrisco-me a dar alguns caminhos; humildade, certamente, o valor da igualdade e até mesmo de inferioridade, a humildade não está em perguntar "quem sou" mas em afirmar: "Não sou melhor que ninguém."; sensibilidade, sim, a capacidade de importar-se e agir a favor; Bondade, um desejo enorme de fazer o bem aos outros, em todos os níveis de relacionamento; gratidão, especialmente entendendo que alguém usou seus próprios minutos para te servir ou ajudar; espiritualidade, o entendimento de que a vida é um sopro, os valores materiais são efêmeros; excelência, o esforça para fazer bem feito, o melhor possível; contrição, sentimento profundo de arrependimento por erros cometidos, não por medo mas pelo amor e gratidão à divindade; solidariedade, oferecer-se como alívio, consolo e atendimento ao outro; desapego, adquirir falta de interesse ou entusiasmo pelo acumulo de riqueza, aprender a repartir...

Melhor, pior, mais ou menos importante, mais ou menos relevante, isso é coisa da pobre humanidade tentando dar mais brilho e significado ao que todos sabemos que não tem. Quando a ilusão terminar a realidade pode nos juntar, seja aqui ou em outra parte, quem sabe?

Múcio Morais

PALESTRAS MOTIVACIONAIS COM MÚCIO MORAIS, CONTRATE!

SEMANA DA EDUCAÇÃO NA ESCOLA

SEMANA DA EDUCAÇÃO NA ESCOLA - Professores, Gestores, Profissionais da Educação, Alunos, Pais, Familiares e Sociedade... Envolvidos em um grande projeto de mudança!

Esta Programação já foi realizada em mais de 1.000 Municípios e Escolas no Brasil e em Países da América Latina, já foram desenvol...